SENSOR DE MEDIÇÃO DO FILME DE ÓLEO – NG2

Ao produzir e processar aço e outros metais, é essencial realizar medições regulares da espessura do revestimento de óleo; no entanto, os métodos tradicionais são trabalhosos, caros e/ou demorados.

O medidor de filme de óleo IOS NG2 permite a medição da espessura do revestimento de óleo em frações de segundo, sem contato com a superfície e de forma não destrutiva. A tecnologia de infravermelho usada no sensor foi desenvolvida pela Infralytic GmbH e se transformou em um padrão mundial para esta aplicação.

O medidor de filme de óleo NG2 é portátil e de fácil uso, correspondendo ao que há de mais moderno em tecnologia de medição do filme de óleo, com alta precisão. Como resultado de otimizações contínuas e ajustes flexíveis, oferecemos aos nossos clientes um produto de alta qualidade capaz de atender a requisitos específicos de cada processo. Nosso serviço ao cliente o ajudará a calibrar o equipamento para atender sua necessidade específica.

O campo de aplicação do equipamento varia de processos pós laminação, onde o filme de óleo inicial é aplicado como proteção contra corrosão, a centros de serviço que necessitam de um filme de óleo adequado para processos de corte e conformação, ou onde a ausência de óleo é essencial antes da aplicação de um revestimento ou pintura na superfície do metal.

O equipamento dispõe de um display gráfico bem projetado, que mostra ao usuário o que ele precisa saber sobre o revestimento de óleo em um piscar de olhos. Os valores medidos são armazenados internamente e podem ser baixados para um PC, laptop ou tablet, quando necessário.

O medidor de filme de óleo NG oferece vários benefícios:

  • tecnologia comprovada de filtro infravermelho
  • design compacto e resistente
  • tempos de medição inferiores a um segundo
  • mais de nove horas de operação com bateria
  • interface de usuário direta
  • uso flexível em vários ambientes

Estas são as calibrações de materiais disponíveis para seleção no equipamento:

  • chapas laminadas a frio, sem tratamento
  • chapas galvanizadas por imersão a quente, ou eletrolítica
  • chapas metalizadas com alumínio, zinco, níquel, estanho, fosfatizada
  • chapas revestidas em galvanew, galvalume
  • alumínio (acabamento de laminação e EDT)

Outras opções de calibrações sob consulta.

Dados Técnicos: 

Método de medição: espectroscópico infravermelho

Unidade de medida da camada de lubrificante: g / m²

Faixa de medição: 0,1 – 6 g / m² (medição de 0,05 g / m² possível com uma calibração especial)

Precisão de medição por faixa:

  • 0,1 – 0,5 g / m²: +/- 0,025 g / m² • 0,5 – 2 g / m²: +/- 0,2 g / m² • > 2 g / m²: +/- 10% do valor medido

Precisão de repetição: mín. 0,0015 g / m²

Resolução da medição: 0,01 g / m²

Materiais passíveis de medição:

Todas as superfícies de metal, desde que não sejam extremamente brilhantes, como por exemplo:

  • aço / tira laminada a frio, galvanizado a quente, galvanizado eletrolítico, galvanew, galvalume, fosfatizado, aluminizado, superfícies em ZnMg
  • alumínio – não revestido, pré-tratado

Lubrificantes:

  • óleo mineral, óleo mineral tixotrópico, hotmelts (adesivos termoplásticos), ceras
  • outros lubrificantes orgânicos possíveis, mas exigindo calibrações especiais

Distância de operação da base do aparelho (posição de medição): 8 mm + 5, -2

Temperatura ambiente: 0 ° C até +45 ° C

Tempo de leitura da medição: 0,8 segundos

 

 

Pontos de interesse para medir a espessura do lubrificante

Ao longo de toda a trajetória do aço, desde a aciaria até o centro de serviço com suas prensas e linhas de montagem e acabamento, os lubrificantes desempenham um papel vital:

 

Na usina siderúrgica, as chapas eram lubrificadas antes de serem rebobinadas, para fins de prevenção de ferrugem. Classicamente, este óleo protetivo era lavado após o desbobinamento da chapa, e um outro óleo lubrificante era aplicado antes de sua entrada nas linhas de corte e estampagem (blanking lines), como mostrado nas duas seções do diagrama acima;  entretanto, com o avanço de novas tecnologias em lubrificantes, este óleo protetivo foi sendo substituído por uma nova geração de óleos de dupla função e alta lubrificação, que além da prevenção de ferrugem, exercem papel importante na melhoria das propriedades de corte e conformação das chapas.

O oleamento com precisão não é importante apenas no processo de estampagem, mas também em muitas outras etapas, como:

  • no armazenamento ou transporte de bobinas e blanks, uma camada mínima deve ser aplicada para a prevenção da ferrugem, evitando o escorrimento do óleo aplicado em excesso, por razões ambientais;
  • para soldar os blanks, o óleo não deve exceder certos níveis a fim de assegurar uma boa soldabilidade e evitar a geração excessiva de fumaça, nociva à saúde;
  • na colagem de partes, as tolerâncias na espessura do óleo são bastante justas, garantindo conexões estáveis;
  • as camadas de óleo muito espessas são difíceis e caras de serem lavadas, prejudicando outros processos de tratamento de superfícies como a fosfatização ou pintura.

Quanto maior for o conhecimento da espessura da camada de lubrificante aplicada, maiores serão as oportunidades de otimização e controle de todos esses processos.

Durante os anos 80, foram desenvolvidos os chamados “pré-lubrificantes”, combinando a prevenção de ferrugem com melhorias das propriedades de conformação. Estes lubrificantes não precisam ser necessariamente lavados antes do processo de estampagem. Algumas linhas de estamparia já não possuem processo de lavagem e oleamento dos blanks, confiando na qualidade da lubrificação primária das bobinas, ainda dentro da usina. Isso aumenta a importância do controle das camadas de óleo, de forma precisa, em cada etapa do processo de produção da chapa.